sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

ARTESANATO MIRACATUENSE - BANARTE

CURSO MINISTRADO PELA BANARTE EM ILHA COMPRIDA

CURSO MINISTRADO PELA BANARTE EM ILHA COMPRIDA

CURSO MINISTRADO PELA BANARTE EM ILHA COMPRIDA

PROJETOS DA BANARTE


Artesanato

O artesanato produzido no município com a utilização da fibra da bananeira, tornou-se, atualmente, uma importante fonte de renda para muitas famílias, tendo conquistado espaço no mercado interno e sendo exportado para vários países. A “Banarte” é uma cooperativa informal, composta por um grupo de artesãos, que utilizam a fibra na confecção de tapetes, baús, almofadas, jogos americanos, esteiras, bolsas, cachepôs, etc. Sua produção é comercializada na “Casa do Artesão” (em Miracatu), em lojas (C&A, Casa e Construção, Filhos da Terra Brasil, dentre outras), em feiras no município e na região, no Revelando São Paulo, no Museu da Casa Brasileira, na Guift Fair, na Casa Cor e na Maison e Objet (feira de decoração na França).

O cipó também é utilizado com sucesso na produção de artesanato. Com o cipó imbé, encontrado apenas em matas virgens, o pernambucano Gercino Antonio de Lima, deu o grande salto da sua vida. Ele trabalha há 36 anos com artesanato e vende suas peças na beira da Rodovia Régis Bittencourt.

Na Casa do Artesão, espaço cedido pela prefeitura, ficam expostos e são comercializados os trabalhos com a fibra da bananeira e com o cipó.



Banana + arte = Banarte


Grupo de artesãos do Vale do Ribeira conquista novos clientes na Craft Design

Em Miracatu, na Vale do Ribeira, desde 1997 a fibra da banana tem sido transformada em bolsas, jogos americanos, almofadas, baú, cubos para abajur e vários outros objetos de decoração. Nessa época o uso da fibra ainda não era conhecido e muitas experiências foram realizadas para aprimorar o uso do material. Hoje, o material já é reconhecido como matéria-prima típica do artesanato da região.

Creuza Marques de Queiroz, coordenadora da Banarte, grupo de 38 artesãos do município que recebem apoio do Sebrae-SP e da prefeitura de Miracatu, diz que esse panorama começou a mudar de uns três ou quatro anos para cá, quando seus produtos começaram a ganhar espaço em feiras e chegam hoje a consumidores de São Paulo, Rio de Janeiro ou Curitiba em lojas como a Tok&Stok.

Prova disso é a obtenção de novos clientes durante a participação do grupo na 13ª Craft Design, uma das principais feiras de negócios voltada para lojistas, arquitetos, decoradores e profissionais ligados à decoração, realizada em São Paulo em agosto.

De acordo com Creuza, as quatro novas encomendas representam uma produção de 50 brindes, além média mensal de 500 peças. Entre os clientes, estão empresas de brindes e lojas de decoração. "Além disso, recebemos muitos pedidos de amostras". A Banarte participou da feira por meio do Programa de Artesanato do Sebrae-SP, que desde 2001 capacita 28 grupos do Estado de São Paulo, reunindo cerca de 200 artesãos.

Fibra da banana


A Banarte trabalha com trançado de fibra de bananeira, um dos principais produtos da região. É dos sítios da região que chega a fibra da banana, que é lavada e seca pelas artesãs antes de transformada em artesanato. Entre as ferramentas, as mais utilizadas são o tear, o quadro de pregos e as tradicionais agulhas de costura.

Mas o aprimoramento constante é também uma marca do grupo. Creuza conta que na mais recente oficina de design promovida pelo Sebrae-SP entre 9 e 11 de julho, as artesãs começaram a empregar a técnica de decoupage, que consiste no revestimento de superfícies com gravuras, só que no caso adaptada para a fibra da banana. "Com a decoupage, podemos começar a atuar também na linha de objetos para escritório, como blocos de anotação, pastas, bandejas para papel, porta-canetas e caixas de vários tamanhos".

Já na oficina de formação de preços, realizada em 21 de julho também pelo Sebrae-SP, também foi importante para as artesãs formarem uma idéia mais forte do produto que têm em mãos. "A gente aprende a levantar o custo da matéria-prima, da produção, distribuição, até o produto final".

A participação em feiras, conclui a coordenadora, tem sido fundamental para a divulgação do produto. Uma das mais importantes foi a Feira Internacional de Artesanato de Negócios da América Latina, realizada em São Paulo em março de 2008.

Mas o trabalho das artesãs de Miracatu e do Vale do Ribeira também já vem se transformando em referência. Tanto que no final de junho, o gerente do Sebrae-SP no Vale do Ribeira, Daniel de Almeida, foi um dos palestrantes convidados da XII Feira de Produtos e de Serviços Agropecuários, realizada em Fortaleza. Ali, ele falou sobre ecodesenvolvimento e geração de renda a partir do artesanato com a fibra da bananeira. "Nossa intenção é fazer do Vale do Ribeira a principal referência em artesanato em fibra de banana do país", avalia o gerente.

Serviço:
Banarte
Local: Miracatu, Vale do Ribeira
Endereço: Rua Silas Baltazar de Araújo, s/n, Jardim Miracatu, CEP: 11650-000
Tel.: (13) 3847-3634
E-mail: banarte@yahoo.com.br

Atendimento à imprensa:
Andreoli/Manning, Selvage & Lee a serviço do Sebrae-SP
Alessandro Atanes - Assessor de Comunicação
Tel.: (55 13) 9137-9010/ 3227-6663
E-mail: alessandro.atanes@andreolimsl.com.br


FONTE: SEBRAE/SP


Vale do Ribeira conquista mercado externo com arte que vem da banana

A banana sempre foi um dos pilares da economia no Vale do Ribeira, mas nunca rendeu o suficiente para tirar da região a condição de um dos quadriláteros mais pobres do Estado de São Paulo. Para piorar, muitos bananais convivem com a praga da broca, conhecida como moleque da bananeira, que provoca a redução dos cachos, trazendo prejuízos para o agricultor.

Para muitos, a solução está vindo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, que desenvolveu um manual de produção para utilização da palha e do fio da bananeira, extraídos do pseudocaule da planta. "A bananeira só dá frutos uma vez. Se estiver infestada com a praga, acaba contaminando os filhotes que nascem ao redor. Cortando o tronco, eliminamos as chances de proliferação das brocas, que se alimentam da reserva nutricional da planta", explica Evaristo de Castro, agrônomo responsável pelo departamento de agricultura e meio ambiente de Miracatu.

Os produtores estão descobrindo que as fibras retiradas dos troncos podem se transformar numa riqueza quase tão importante quanto a própria banana. No município de Miracatu, mais de 150 pessoas foram treinadas para extrair as fibras do pseudocaule da bananeira. Atualmente, 80 pessoas trabalham com o artesanato, sendo que a maioria faz parte da Banarte, uma cooperativa que conta com o apoio da prefeitura.

"Mudou completamente minha vida. Eu ficava em casa e agora tenho trabalho. Estou aqui há mais de quatro anos e adoro artesanato", diz Cristina Andréia Pinze Filippini, enquanto extrai as fibras. Além de reduzir a proliferação das brocas dos bananais, gera renda para muitos artesãos. "Com o trabalho, consigo pagar o aluguel e minhas contas. Quero ficar velhinha e caduca fazendo este trabalho que adoro", brinca Maria Dalva de Jesus, que está há quatro anos na Banarte. "O dinheiro que recebemos ajuda bastante. Coloquei piso na minha casa e comprei alguns móveis", conta Lenilda da Silva Salviano.

Cinco tipos de fibra
Do pseudocaule da bananeira, são extraídos cinco tipos de fibras. Até mesmo o miolo pode ser utilizado para se fazer papel. Cada fibra tem suas próprias características. Apenas uma delas (rendinha), por exemplo, aceita tingimento. Os artesãos as transformam em esteiras, tapetes, jogos americanos, cortinas, balaios, cestas, bolsas, chapéus, chinelos e outros produtos.

O artesanato da bananeira conquistou espaço no mercado interno e está sendo exportado para vários países. "É gratificante saber que o nosso trabalho está sendo reconhecido", diz Vanda de Oliveira Ramos, artesã da cooperativa há dois anos.
A prefeitura, que tem convênio com a Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco), corta os pseudocaules e os leva para os artesãos da Banarte. "A Sutaco é importante para emitir as notas fiscais", frisa Suzana de Lima Mendonça, presidente do Fundo Social de Solidariedade de Miracatu, responsável pelo sucesso do trabalho.
Na Casa do Artesão, espaço cedido pela prefeitura, ficam expostos e são comercializados os trabalhos com a fibra da bananeira. Muitos moradores da zona rural trabalham em suas residências, com material retirado das bananeiras de seus próprios sítios.
"Estou ensinando meus irmãos e minha família. O dinheiro que recebo dá para pagar as dívidas e me ajuda bastante", ressalta Valdicéia Lopes Vassão, que passou seus conhecimentos para vizinhos e amigos. Os artesãos da zona rural também são cadastrados pela Sutaco.

A Sutaco auxilia, o restante depende de engenho e arte
A Sutaco, vinculada à Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho (Sert), promove, desenvolve, divulga e comercializa o artesanato paulista. Coordenadora no Estado de São Paulo do Programa de Artesanato Brasileiro (PAB), a superintendência do trabalho estimula a produção do artesanato para criar oportunidades de geração de renda e emprego, resgatando formas tradicionais de expressão cultural do povo paulista.
Quase 30 mil artesãos estão cadastrados e possuem a carteira de identidade do artesão. Diariamente, aproximadamente 16 artistas são atendidos. Depois de se cadastrarem, podem emitir notas fiscais para seus clientes pela Sutaco. Em dezembro do ano passado, foram lançadas notas fiscais num total de R$ 900 mil.
Para fazer o cadastro, o artesão deve levar duas fotografias, um selo dos correios para envio da carteira, RG, CPF, comprovante de residência e três peças prontas de cada técnica artesanal que deseja cadastrar.

Novo sistema de registro está sendo desenvolvido para unir os dados do cadastro de artesãos com as informações a respeito das notas fiscais emitidas. O cruzamento desses informes possibilitará o lançamento de relatórios precisos sobre o artesanato paulista, como as técnicas que mais vendem e os artesãos que estão se destacando no Estado. Quando o novo sistema estiver funcionando, ele nem precisará levar fotos para o cadastro. Será ainda mais simples a emissão da carteira de associado.

Desde o início do mês, o novo site está pronto. São mais de 220 páginas com os trabalhos dos artesãos paulistas, ampliando sua divulgação e permitindo que as peças possam ser comercializadas para qualquer parte do mundo.

Autenticidade da peça
Além dos documentos, o artesão deve apresentar material necessário para confecção de uma peça de cada técnica durante o cadastro. A execução do objeto é exigida para comprovar a autenticidade do trabalho, que depois é classificado numa das categorias de artesanato: bijuteria, bordado, cerâmica (utilitária, figurativa ou artística), colagem, crochê, joalheria, madeira (utilitário, brinquedo, móvel ou instrumento musical), marchetaria, metal, modelagem, moldagem, mosaico, oshibana (prensagem de flores e folhas para confecção de cartões e outros objetos), papel, pedra, pintura, renda, tapeçaria, taxidermia (animais empalhados), tecelagem, tecido, técnicas de impressão (litogravura, pirogravura ou xilogravura), trançado, tricô e vidro.
Os produtos dos artesãos cadastrados são encontrados na loja da Sutaco, na Estação República do Metrô. O superintendente Miguel Del Busso acredita que mais de 6 mil profissionais da área deverão ser cadastrados este ano.

Dificuldades do trabalho
Marlene Augusta dos Santos, responsável pelo planejamento e Tatiana Moraes Nunes de Oliveira, que cuida da comercialização da Sutaco, explicam que uma das maiores dificuldades dos artesãos é estabelecer preços de suas mercadorias. A maioria não sabe calcular o valor da peça produzida. Alguns exageram no preço, tentando compensar o tempo que levam para executar a obra (até mesmo, pela falta de prática) e outros, vendem por preços inferiores.
A emissão de notas fiscais também veio contribuir para o desenvolvimento do trabalho. Antes, eles não podiam vender suas obras diretamente para o consumidor e para lojas, o que limitava as possibilidades de lucro.

Muitos artesãos procuram a Sutaco para receber orientações técnicas e jurídicas. Todos têm acesso ao acervo e ao banco de dados, com informações históricas e técnicas sobre artesanatos e artesãos, universidades e entidades que trabalham na área.

Com o cipó, Gecino deu o grande salto da sua vida
O pernambucano Gecino Antonio de Lima trabalha há 36 anos com o cipó imbé, encontrado apenas em matas virgens. "Minha mulher, com quem estou há 12 anos, fez uma peça. Fiquei encantado e levei para o trabalho. A obra que ela desenvolveu em menos de um dia vendi por um valor que, com certeza, demoraria a semana inteira para ganhar. Saí do serviço e comecei a fazer também", lembra.

O artesão de Miracatu, que mora e vende seus trabalhos na beira da Rodovia Régis Bittencourt, garante que pode fazer qualquer peça que o cliente queira. "Outro dia, um doutor parou aqui e perguntou se eu poderia fazer uma estante. Sem nem perguntar quanto custaria, deixou um adiantamento. Ficou um móvel tão bonito que até fiquei com medo. O cliente gostou tanto que encomendou um maior", conta orgulhoso.

"Sempre tenho a preocupação de não cortar o cipó na época errada, e assim preservar o meio ambiente. O artesão deve ter consciência da importância do manejo", ressalta Renan Carlos Novais, técnico da Sutaco, que acompanha o trabalho de Gecino há mais de 20 anos, desde que ele se cadastrou na superintendência. "Sou muito esperto. Só colho o cipó quando está maduro. Tem gente que quer tirar tudo", concorda Gecino.

Serviço
Sutaco: Avenida Angélica, 2.582 - São Paulo - Telefone (11) 3311-1231. Outras informações no site www.sutaco.com.br

Fonte: Agência Imprensa Oficial

3 comentários:

  1. parabens associadas da banarte acordaram tiraram a creuza fiqeum esperto tem jente que finge que e amigo mas seta do lado da creuza tem que varrer ela tambem

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  2. bom dia,
    estou precisando entrar em contato com a banarte ,estou tentando desde onten e este telefone que estano anuncio só chama.pode pedir a eles que entrem em contato comigo no tel(13-38561741 itesp c/ a formacãoou no celular 97605442.
    obrigada
    neiva

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  3. Gostaria de saber se alguem sabe onde posso encontrar a reportagem que foi feita a alguns anos atras em Miracatu sobre a venda de um tapete de 200 metros de filbra de bananeira para um sheik no Oriente Medio.lilijuquia@hotmail.com

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