quinta-feira, 6 de maio de 2010
Polícia Rodoviária Federal confirma radares na região

O motorista que circula pela rodovia Régis Bittencourt deve ficar atento para os novos limites de velocidade impostos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Em março e abril a empresa OHL instalou diversas placas alertando sobre a fiscalização eletrônica e também o limite máximo, que passa a ser 80 km/h no trecho que corta Taboão da Serra.
Segundo o Chefe da Comunicação Social da Polícia Rodoviária federal (PRF) de São Paulo, Inspetor Varanda, o limite de velocidade é determinado através de um estudo realizado pelo DNIT. “A fiscalização por radar precisa obedecer a legislação, que exige a placa informando a velocidade máxima”, alertou.
Em entrevista exclusiva ao Portal O Taboanense, o Inspetor Varanda afirmou que o número de radares operando na região é mantido em sigilo. “São informações que não podemos passar até mesmo para a segurança do próprio motorista. Se eu disser que são três, depois que o motorista passar pelo terceiro ele passa a correr mais. E existe também a possibilidade de fazer o remanejamento, esse número pode mudar a cada hora”.
O Portal O Taboanense apurou a delegacia da PRF responsável pela região (de Taboão da Serra até Miracatu) deve usar pelo menos três radares que serão colocados em locais diferentes, uma vez que são móveis e são operados em cima de tripés. A PRF também usa radares portáteis que podem ser levados a qualquer lugar.
Ainda segundo Varanda, nos trechos urbanos onde a velocidade dos motoristas é muito excessiva e onde existe um acumulo maior de tráfego de pedestres a fiscalização tende ser maior. A rodovia Régis Bittencourt corta pelo menos três trechos urbanos na região. Taboão da Serra é o mais claro exemplo, mas Embu das Artes e Itapecerica da Serra também sofre com esse problema.
A PRF já está intensificando a fiscalização nos trechos tidos como urbanos. Existem equipes responsáveis pela fiscalização da rodovia, ronda pelo trecho, equipe motociclistas, equipes táticas com grupamento para combate de crimes e na sede da superintendência, em São Paulo, existe um núcleo que trabalha em qualquer ponto do Estado.
A velocidade máxima na rodovia Régis Bittencourt irá variar conforme o trecho. Em Taboão da Serra ela será de 80 km/h. Na Serra do Cafezal, ela cai para 40 km/h, para caminhões e ônibus. “Essa velocidade máxima muda muito porque caminhões e ônibus dependem de maior tempo de frenagem”, diz o Inspetor Varanda.
Sinalização
Em nota oficial enviada ao Portal O Taboanense, a Autopista Régis Bittencourt confirma que a implantação de nova sinalização para limites de velocidade entre o trecho de Taboão da Serra e Juquitiba servirão para os radares móveis que serão instalados pela Polícia Rodoviária Federal. “As placas de regulamentação e advertência foram implantadas neste trecho em março de 2010, de acordo com o projeto de sinalização aprovado pela ANTT em junho de 2009”.
Ainda segundo a assessoria de imprensa da OHL a implantação de radares fixos deve acontecer em breve. “A concessionária já está desenvolvendo um estudo, juntamente com a PRF, para definir os pontos mais adequados para a implantação dos radares, em locais de maior incidência de acidentes por excesso de velocidade”.
A concessionária ainda informa que “atualmente, há um estudo em desenvolvimento, conduzido pela ANTT, para que os equipamentos de fiscalização sejam modernos e permitam não só fiscalizar a velocidade dos veículos, mas também fornecer comunicação e dados de forma integrada e padronizada. Por causa do estudo, interrompeu-se a contagem de tempo do prazo de implantação dos radares, o que será retomado após a definição do modelo dos aparelhos”.
Por Juliana Martins
Da Redação do Portal O Taboanense
www.otaboanense.com.br
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Ministra defende sustentabilidade ambiental durante anúncio de duplicação da Serra do Cafezal
Ministra Izabella,prefeita Cida Mashio, de Juquitiba, Sandra Regina, prefeita de Registro e prefeito Chico Brito, de Embu das Artes
A rodovia da morte tem que se tornar da vida. A afirmação da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante o anúncio da duplicação da Régis Bittencourt, na Serra do Cafezal, marcou a solenidade. A ministra surpreendeu o público ao enfatizar a defesa de uma agenda positiva na região cuja diversidade ambiental, pode ser revertida, segundo ela, em dividendos para as cidades.
Izabella Teixeira demonstrou amplo conhecimento na área ambiental. Ela literalmente levantou a auto-estima dos prefeitos e autoridades presentes ao declarar que eles devem se unir para brigar pela valorização dos produtos produzidos na região.
A ministra citou que o meio ambiente não deve servir como desculpa para travar o desenvolvimento da região. Para ela, é preciso sentar e negociar abertamente com todos os agentes responsáveis as alternativas para minimizar o impacto da duplicação e garantir as obras mitigatórias e a compensação ambiental onde houver supressão de vegetação ou de espécimes animais.
“O Vale é uma das regiões mais importantes do País ambientalmente. Temos que expandir a questão ambiental para além da Amazônia e cuidar dos ativos naturais da Mata Atlântica”, contou a ministra.
Ela citou projetos que tramitam no Congresso Nacional visando remunerar as cidades que cuidam da natureza adequadamente. Izabella Teixeira classificou como inaceitável o fato de projetos importantes de interesse social serem barrados por falta de licenciamento ambiental.
“Devemos avançar no que é prioridade para o desenvolvimento do País”, observou, acrescentando que intervenções como a duplicação da Régis na Serra do Cafezal precisam ser negociadas com transparência plena para minimizar os impactos.
Como lição de casa para os representantes do IBAMA que participaram do evento a ministra deixou a missão de acompanhar atentamente cada passo da discussão.
“Não aceito que o IBAMA deixe de acompanhar de perto esse processo. O País não precisa de burocratas sentados em seus escritórios, então, vocês peguem o carro e dirijam até aqui para ver de perto o que está acontecendo. Chamem todos os interessados, discutam, ouçam sugestões e pensem no melhor para essa comunidade”, ensinou.
Segundo a ministra o Vale deveria ser a região mais rica de São Paulo, pela sua ampla diversidade ambiental. Ela disse que o desafio maior será conseguir a licença para duplicar o último trecho da BR que é considerado o mais sensível.
A licença ambiental para a duplicação da Regis Bittencourt, na região da Serra do Cafezal, vão se concentrar, a princípio, nos dois extremos da pista. O trecho inteiro abrange a extensão de 30 quilômetros.
A decisão de iniciar os trabalhos pelas “pontas” se deu porque nesses trechos os impactos na natureza serão menores e, por isso, foi mais fácil cumprir as exigências ambientais.
O prazo para o término das primeiras intervenções é de 15 meses e o custo total do projeto é estimado em R$ 330 milhões. Os trabalhos devem ter inicio em 60 dias.
Além da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o presidente do IBAMA, representantes da ANTT e da concessionária Autopista Régis Bittencourt, vereadores, prefeitos e representantes de 29 cidades prestigiaram o evento.
O prefeito de Embu das Artes destacou em sua fala que a duplicação é uma conquista de toda a região. Chico defendeu a união de todas as cidades para garantir outras obras como a Universidade Federal que será instalada em Embu. O prefeito também falou sobre a importância das duas passarelas de pedestres implantadas na cidade e disse que as mesmas estão ajudando a salvar vidas.
A prefeita de Registro, Sandra Kenedy, anfitriã do evento, não conseguia esconder a satisfação de contar com a duplicação da rodovia. Ela lembrou que foi preciso anos de luta e protesto para conseguir essa vitória. “Essa vitória é de todos nós por isso temos que comemorá-la”, afirmou.
O deputado João Paulo falou que o anúncio da duplicação aconteceu exatamente no dia de São Judas, santo das causas urgentes e impossíveis. “A duplicação era uma dessas causas urgentes e impossíveis até hoje”, resumiu.
Sandra Pereira 20/4/2010
Fonte: Jornal na Net
http://www.jornalnanet.com.br/
Ibama libera duplicação de rodovia após 20 anos
A duplicação vai custar cerca de R$ 330 milhões. A obra só fica pronta em 2013. Isso porque o prazo previsto na assinatura do contrato foi prorrogado por mais um ano. As obras, aguardadas há duas décadas, enfrentam resistência dos ambientalistas. Foi o que levou a concessionária OHL a desmembrar o pedido de licenciamento ambiental.
As obras na parte central da serra, coberta pela mata atlântica, ainda estão sendo analisadas pelo Ibama e dependem da concessão de licença de instalação.
A licença prévia para todo o trecho foi dada em 2001, mas a obra foi contestada pelos ambientalistas por meio de uma ação civil pública movida em 2005. Em outubro do ano passado, a ação foi julgada improcedente, permitindo que o Ibama autorizasse o início das obras nos dois extremos. A duplicação está prevista no plano de concessão, que tem prazo de 25 anos.
PARA LEMBRAR
Trecho tem um acidente por dia
Sem duplicação e cheia de curvas perigosas, a Serra do Cafezal é recordista em acidentes e ponto crítico da rodovia Régis Bittencourt, principal ligação com o sul do País, com tráfego de 110 mil veículos por dia, sendo 70% de caminhões.
Publicado: 19 de abril de 2010 Fonte: Estadão
Trecho crítico da Régis Bittencourt será duplicado
O trecho que compreende a Serra do Cafezal, considerado o mais crítico da Régis Bittencourt, rodovia que liga São Paulo ao Sul do país, será duplicado. O anúncio da liberação da licença para parte da pista foi feito no dia 19 de abril.
As obras começam em 60 dias, segundo expectativa da concessionária Autopista. De início, será duplicada a pista do km 363 ao km 367 e do km 336 ao km 344. O restante do trecho de 30,5 quilômetros ainda aguarda a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O trecho é o único que não conta com pistas exclusivas para ida e volta, de acordo com a Autopista. Por isso, sempre há congestionamentos aos fins de semana e, principalmente, em feriados. O trecho também é um dos que mais registram acidentes, especialmente os decorrentes de ultrapassagens, com o agravante de que uma batida pode causar o fechamento da rodovia tanto para quem vai ao Paraná como para quem tem São Paulo como destino.
As obras serão feitas inicialmente nas regiões de Miracatu e Juquitiba, extremidades do trecho da Serra do Cafezal. Serão investidos cerca de R$ 330 milhões em todo o trecho. A conclusão das obras está prevista para 2013.
O anúncio da liberação da licença foi feito em Registro.
Segundo a Autopista, a licença emitida detalha as condicionantes administrativas e ambientais que precisam ser cumpridas pela concessionária para dar início às obras.
Caminhão tomba no canteiro central da rodovia Régis Bittencourt
Um caminhão tombou, na madrugada desta terça-feira (4), na altura do km 393 da rodovia Régis Bittencourt, na região de Miracatu, município a 129 km de São Paulo. Segundo a concessionária Autopista Régis Bittencourt, por volta das 8h, o seguro da transportadora do veículo foi acionado e o veículo aguarda no canteiro central para ser retirado. Apesar do acidente, a pista estava liberada e não havia congestionamento no horário.
Também a rodovia Presidente Dutra apresentava problemas por volta das 8h. A via estava congestionada devido ao excesso de veículos no sentido São Paulo, do km 218 ao 221 na pista marginal, em Guarulhos, do km 230 ao 231 na capital e do km 227 ao 225 sentido Rio de Janeiro.
Por volta das 6h, o reflexo de um acidente entre três carros e um caminhão deixou a rodovia Presidente Dutra congestionada do km 222 ao 226. Uma vítima com ferimentos leves foi socorrida no local e a situação já foi normalizada.
publicado em 04/05/2010 Fonte: R7



