fotografia de 1932 do Prainha com alguns dos fundadores como: Manoel Nunes, Hipólito Ribeiro, Lupércio do Faú e seu Benjin (ainda vivo, com 95 anos). Detalhes: O uniforme e tamanho da bola.
Prainha Futebol Clube
Formavam-se caravanas de torcedores nas estações, animadas sempre com bandas ou grupos musicais e com direito a muito foguetório. As dificuldades eram enormes, as esquipes às vezes, tinham que pernoitar nas localidades para então jogar no outro dia. Alguns ficavam na rua, nos bailes, casa de amigos ou na sede dos times (quando possuíam)e as disputadas era concorridíssimas e apaixonantes, onde as rivalidades se afloravam e concorriam para os papos dos bares e "chibocas" durante o decorrer da semana. Mas todos sempre dispostos e animados na prática do esporte "bretão".
Vinte e oito de fevereiro de 2009, bar do "Bigode". Ponto de encontro dos atletas varzeanos do Veteraníssimo. Jogo marcado a tarde na cidade de Peruíbe. O trajeto é feito pela Rodovia Régis Bittencourt e Padre Manoel da Nóbrega de automóvel. Já não existe mais o Trem, não há banda de música, foguetório, caravana de torcedores, rivalidades ou pernoites, só a conversa no bar antes e após o jogo, em volta das mesas regada a cerveja, cachaça, porções e muitas lembranças de épocas gloriosas do futebol regional.
Enfim, com todas as dificuldades encontradas pelos precursores e praticantes da época, o esporte se consolidou. Está enraizado definitivamente na cultura ribeirinha e litorânea.
Miracatu, 10 de março de 2009.
Fontes: Museu Municipal "Pedro Laragnoit"
Nelson das Neves Nascimento
Laerte de Camargo Araújo
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