domingo, 21 de novembro de 2010
Miracatu: Cidade de Encantos
domingo, 18 de julho de 2010
FOLIA DE REIS DE MIRACATU
REISADO DE PEDRO BARROS MIRACATU – VALE DO RIBEIRA – SÃO PAULO
HISTÓRICO
No Bairro de Pedro Barros (Município de Miracatu), essa cultura tomou forma e se enraizou definitivamente entre seus moradores, se difundindo entre os demais munícipes, tanto que, todo o final de ano, a partir do dia 26 de dezembro, trinta foliões percorrem e visitam inúmeras casas, igrejas e escolas do Município e cidades circunvizinhas como: Pedro de Toledo e Itariri.
Reisado de Pedro Barros – Miracatu – 1976
Nessas visitas, o grupo conta em forma de canto, a história do nascimento do menino Jesus, pedindo donativos para a festa que se realiza no dia 06 de janeiro (dia de Reis) e se encerra com um culto de Ação de Graças na igreja de “São Pedro”, em Pedro Barros, distrito de Miracatu, acompanhado de aperitivos, comidas e danças.
Igreja de “São Pedro” – Bairro de Pedro Barros – Miracatu
O Reisado de Pedro Barros-Miracatu, tem sido destaque no Estado de São Paulo, tendo participado nos últimos três anos do programa “Viola Minha Viola” da TV-Cultura-SP (dia de Reis) e sendo acompanhado duas vezes nas visitas as casas e igrejas, pela TV-Tribuna, afiliada da Rede Globo.
Participou também do Revelando Vale do Paraíba, representando as Folias do Vale do Ribeira, abrilhantando o encontro de Foliões daquela região. Tem se apresentado também em diversas manifestações de caráter festivo, folclórico ou religioso.
Programa “Viola Minha Viola” – 2008.
Revelando Vale do Paraíba – 2007.
O grupo mantém essa tradição com muitas dificuldades, e apesar de tudo, o amor e a dedicação a arte, são elementos primordiais para que uma cultura se mantenha sempre viva e pulsante.
Desfile de Aniversário do Município de Miracatu – 2006.
É com muita satisfação e alegria, que gostaríamos de ter a oportunidade de participar do Programa no Canal Rural, para continuarmos a mostrar a nossa cultura, preservando aquilo que acreditamos ser umas das mais antigas do povo de Miracatu e Vale do Ribeira.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Escolas Estaduais de Miracatu/SP
EE. BIGUÁ
Rua do Carmo, s/n-Bairro Biguá
3846-3130/6846-3160
EE. POETA DOMINGOS BAUER LEITE
Av. da Saudade, s/n-Vila Ubirajara
3847-1461/3847-1319
EE. PROFª MARIA JOSÉ M. DE CARVALHO
Rua do Acesso,s/n-Bairro Ribeirão Bonito
EE. BAIRRO DO ENGANO
Rodovia Régis Bittencourt,km 340-Bairro do Engano
3847-3553
EE. PROFº ARMANDO GONÇALVES
Av. Dª Evarista de Castro Ferreira, 8-Centro
3847-1140/3847-1506
Escolas Municipalizadas no início de 2010
EE SANTA RITA DE CASSIAEE SYLAS BALTAZAR DE ARAUJO
EE PEDRO BARROS
Miracatu/SP

Biguá - Miracatu
A Vila de Biguá
O Bairro de Biguá fica localizado às margens da Rodovia Régis Bittencourt e foi um dos grandes pontos de parada de trens em sua estação ferroviária. Bairro antigo de Miracatu, desenvolveu-se através da monocultura da banana liderada em sua grande maioria por orientais vindos diretamente do Japão para melhorarem de vida. Possui uma escola estadual: EE DE BIGUA R Carmo - Vila Bigua/Miracatu, SP CEP: 11850-000 fone: (13) 2846-3130.
A origem do nome Biguá se dá em homenagem a uma ave. Vamos conhecer um pouco sobre essa ave:

O biguá (Phalacrocorax brasilianus) é uma ave da família dos falacrocoracídeos. Tais aves habitam boa parte da região que vai do México à América do Sul, medindo cerca de 75 cm de comprimento e com coloração negra, saco gular amarelo e tarsos negros. Também são conhecidas pelos nomes de biguá-una, imbiuá, mergulhão, miuá e pata-d'água. Esse magnífico animal carece da glândula uropigial, que libera substâncias que deixam as penas impermeáveis a água por isso apresenta vantagem em relação aos outros pássaros na hora da caça, já que com a água suas penas se tornam mais pesadas e retém menos ar, fazendo com que ele mergulhe mais rapidamente. O nome biguá vem do tupi Mbiguá, que foi aportuguesado com o tempo.
fonte: Wikipédia
terça-feira, 13 de julho de 2010
Rodovia da Morte continua fazendo vítimas
conhecida como rodovia da morte
Trecho entre SP e Curitiba da BR-116 é o mais perigoso e com as piores estatísticas
Do R7, com Jornal da Record
Com 4.300 km, a BR-116 é a maior rodovia do Brasil. Mas é no trecho entre São Paulo e Curitiba que está a maior fama da Régis Bittencourt. Pela quantidade de acidentes acumulados ao longo dos anos, esse setor da estrada é conhecido como “rodovia da morte”. O título inglório não é para menos. Em todo o trajeto, nas cidades e comunidades cortadas pela BR-116.
A série especial do Jornal da Record, Perigo na Estrada, aborda a precária situação da Régis Bittencourt e apresenta as histórias de quem não tem o que comemorar quando o assunto é a perda de amigos e parentes ao longo da rodovia. Os casos são inúmeros e só na Serra do Cafezal, entre Juquitiba e Miracatu, já no estado paulista, são pelo menos dois acidentes diários.
Distintivo do Prainha Futebol Club
Em outubro de 1969, durante um festival em Miracatu, estrearam uma camisa azul de mangas compridas, o que causou certa polêmica por parte do Prainhenses mais tradicionais. Mas o azul acabou sendo incorporado nas camisas e não no distintivo como se pode notar.
Não tenho informações, já procurei saber, não encontrei respostas. Eu presumo que o distintivo foi inspirado no do Santos F.C e foi, Por quê? O Seu Manoel Nunes (manoelito), português, foi comerciante e aposentou-se como Juiz de Paz da Comarca, era torcedor do Santos fanático, como havia muitos por essas bandas.
Essa influência era do contato que Prainha (hoje, Miracatu) tinha com a cidade de Santos. Praticamente tudo se resolvia por lá: Comércio, Saúde, Diversão, Futebol, etc.
Pesquisador Laerte de Camargo Araújo
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Uma semana sem Miyoji Kayó
segunda-feira, 10 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
MIRACATUENSES

01 – Joaquim (Quinzinho) – Prefeito de Miracatu
02 – Julião (esposo da Jovina – não lembro se era Vassão o sobrenome)
03 – Jovina Leite Pedrozo
04 – Dirce Peixoto da Silva (Leite – Esposa do Isidoro de Jesus Leite)
05 – Isidoro de Jesus Leite (Filho de Isabel Pedrozo e Isidoro da Silva Leite)
06 – Isabel Pedrozo (Belinha/Belica), viúva de Isidoro da Silva Leite
07 – Pedro dos Prazeres Leite (Pedrinho, filho da Isabel)
08 – Lala (Joana) (Não é a futura Irmã (freira) Isabel Maria Leite)
09 – Antônio ?
10 – Francisco Kruszczynski
FONTE: Denis Zucherato – http://pt.rodovid.org/wk/Pessoa:28490
MIRACATUENSES

5 - Isidoro da Silva Leite
8 – Isabel Pedroso Leite
com os filhos
6 – Isidoro,
Isabel, João, Antonio, Carolina, Joaquim, Francisco, Pedro e
9 – Joana ( Lala no colo )
FONTE: Denis Zucherato – http://pt.rodovid.org/wk/Pessoa:28490
MIRACATU E SUA HISTÓRIA
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1 – Joaquim (Quinzinho) – Prefeito de Miracatu
FONTE: Denis Zucherato – http://pt.rodovid.org/wk/Pessoa:28490
Miracatu/SP





MIRACATU/SP
Em 14 de junho de 1871, Laragnoit doou terras para a construção de uma igreja e a abertura de um cemitério. O povoado que ali se formou foi elevado à categoria de Distrito de Paz no dia 06 de abril de 1872, com o nome de Prainha. Pelo Decreto Lei nº. 9.775 de 30 de novembro de 1938, o Distrito de Prainha foi elevado à categoria de município.
Em 1944, o nome da cidade teve que ser mudado porque existia uma cidade com nome idêntico no estado do Pará. Prainha passou a ser então Miracatu.
Hoje, Miracatu é um município do Vale do Ribeira na região sul do Estado de São Paulo, com uma extensão de 1.001 km² e com 22.383 habitantes. Com clima quente e úmido, chuvas anuais concentradas entre janeiro e março, sua economia é baseada principalmente na bananicultura. O município tem 5.240.615 pés de banana em 4.701 ha. de área cultivada e produz anualmente 98.700 toneladas, sendo o segundo maior produtor de banana do Vale do Ribeira.
Já existe a diversificação da cultura: palmito pupunha, açaí, café, pecuária e plantas ornamentais.
Por outro lado, o município está localizado dentro de três APA’s (Área de Proteção Ambiental), uma vez que 70% de seu território são cobertos pela vegetação original da Mata Atlântica:
Área de Proteção Ambiental Cananéia – Iguape – Peruíbe
Estação Ecológica Juréia – Itatins
Isto submete Miracatu aos mecanismos de proteção legal da fauna e flora nativas, os quais, num primeiro momento, representam obstáculos ao crescimento social e econômico da região.
Entretanto, sabe-se que é na beleza de seus recursos naturais que o município poderá buscar a consolidação de sua vocação turística. Mesmo após 506 anos de destruição contínua, Miracatu oferece a exuberância da Mata Atlântica, sua diversidade de fauna e flora, áreas de mananciais com rios encachoeirados, que somados a cultura local e sua história, apontam para uma alternativa de desenvolvimento sustentável: o turismo (ecoturismo e turismo de aventura).
Cachoeira da Mutuca - Uma das maiores cachoeiras subverticalizadas do Vale do Ribeira, tem 273 metros e se situa a 8 km do centro, na rodovia Casimiro Teixeira SP 222 sentido Biguá - Iguape.
Atividades: Trekking, escalada molhada, watertrekking, cascading, passeio ecológico com observação de fauna e flora, banho e educação ambiental.
Atividades: Trekking, cascading, rapel, observação de fauna e flora e banho.
Atividades: Trekking, escalada molhada, cascading, observação de fauna e flora e educação ambiental.
E ainda temos:
Ø Cachoeira do Sobe e Desce com 30 m;
Ø Cachoeira da Cachumba com 25 m;
Ø Cachoeira da Vista Grande com 15 m;
Ø Cachoeira do Quiri;
Ø Represa da Fumaça.
* BR 116 – Rodovia Régis Bitencourt (ligando São Paulo a Curitiba);
* SP 165 – Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (ligando Miracatu à Baixada Santista);
* SP 222 – Rodovia Cassemiro Teixeira (ligando Miracatu a Iguape).
Ferroviário
* Concessionária FERROBAN (antiga Linha Santos/Juquiá)
- Museu Municipal Pedro Laragnoit – Acervo composto por aproximadamente 500 peças. Resgata a história da colonização do Vale do Ribeira com peças raras, curiosidades e escritos.
- Casa do Artesão – Venda de artesanatos diversos
- Centro Tuzino de Educação Ambiental e Difusão do Palmito: localizado no Vale do Ribeira, nasceu para promover o desenvolvimento sustentável no Vale do Ribeira, onde a extração de seus recursos naturais, como o palmito-juçara acaba sendo uma das poucas opções econômicas para a população local. O projeto é inteiramente sustentado pela parceria da Colgate-Palmolive com a Fundação SOS Mata Atlântica, porém, de certa forma é auto-produtivo, pois as mudas de palmito vendidas pelo Jorge Tuzino permitem a rotatividade do sistema de cultivo e manutenção da produção em viveiro.
- Sítio Arqueológico Sambaqui Sitio Laranjal
- Plantas medicinais
- Trilha do Grafite
Personalidades:
- Música: Laurindo de Almeida (violonista vencedor de 5 Grammys e 1 Oscar)
- Esportes: Julio Costa (campeão infanto-juvenil no Pan Americano na categoria salto e altura) e Rosemar Maria Coelho Neto (representou o Brasil nas Olimpíadas de Atenas, nos 100m rasos).
- História: Paulo de Castro Laragnoit (historiador)
- Festa Caipira - festa típica
- Mini Olimpíada
- Rodeio e Festa de Peão
- Festival APAE faz arte
- Cantata de Natal
- Concurso Literário
- Aniversário da Cidade - 30 de novembro
- Banana Arte Festa
- Festival de Música Laurindo de Almeida
- Mirafolia (pré-carnaval)
- Carnaval
O cipó também é utilizado com sucesso na produção de artesanato. Com o cipó imbé, encontrado apenas em matas virgens, o pernambucano Gercino Antonio de Lima, deu o grande salto da sua vida. Ele trabalha há 36 anos com artesanato e vende suas peças na beira da Rodovia Régis Bittencourt.
Na Casa do Artesão, espaço cedido pela prefeitura, ficam expostos e são comercializados os trabalhos com a fibra da bananeira e com o cipó.
O clima é quente com inverno úmido. A precipitação pluviométrica anual é de 2.500 mm.
Vegetação:
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
JANELAS AQUARELAS POR OSVALDO MATSUDA
sábado, 26 de dezembro de 2009
FOLIA DE REIS DE MIRACATU

Folias, ao lado de Ternos e Companhias, são designativos de ranchos, grupos de pessoas que se deslocam acompanhando-se de cantos e instrumentos. São grupos que, por devoção, por gosto ou função social peregrinam de casa em casa do dia de Natal até 6 de Janeiro, ponteando quase todas as regiões do Estado. Em cantoria, fazem uso de temas religiosos, da Profecia ao Nascimento de Jesus Menino, à Visita dos Reis Magos.
Cumprem sempre, aproximadamente, os mesmos rituais de chegada e despedida, visitando os amigos e os devotos, atendendo pedidos, tirando promessas (ajudando os devotos a cumprir suas promessas). Bastiões, marungos, palhaços, são personagens sempre presentes nestes folguedos, com máscaras confeccionadas nos mais diversos materiais (peles de animais, tecidos, napa, tela de arame, cabaças, papelão, colagem de papel); com trajes vistosos, divertem a todos com seus saltos acrobáticos, dançando, declamando romances tradicionais, jogando versos decorados. Quando em visita a uma casa, uma folia é motivo de festa para toda a rua. Folguedo mais expressivo e difuso em São Paulo, não se sabe ao certo quantas folias existem no Estado.
O QUE É A FOLIA DE REIS
A Folia de Santos Reis, Reisado, Companhia de Reis (muitos não gostam do termo "Folia" por não se tratar de uma brincadeira, mas de um trabalho sério, de fé e devoção) ou simplesmente Folia de Reis, são cortejos de caráter religioso que se realizam em vários estados do Brasil. Ocorre entre o Natal, 25 de dezembro, e a Festa de Reis, 6 de janeiro.
A Folia de Reis é um auto popular, um teatro do povo. É religioso, sagrado e ao mesmo tempo folclórico: conta a história oficial da Igreja Católica à luz da cultura popular tradicional. Por isso é tão rico e cheio de nuances. Trata-se da manifestação popular mais difundida do Brasil e rica em ritos e crenças próprias.
A Folia de Reis representa a história da viagem dos três Reis Magos à gruta de Belém. Reproduzindo de forma simbólica essa procissão, os grupos vão de casa em casa adorar o Menino Deus no presépio ou lapinha.
A possibilidade de improvisação individual, permite a recriação constante do ritual e quando estas criações individuais são aceitas pelo coletivo passam a ser incorporadas ao repertório das tradições desta comunidade, deste coletivo. Por isso, cada folia tem sua tradição de acordo com a região, os ensinamentos que são passados de geração em geração ou mesmo da forma de entendimento do mestre ou embaixador, a pessoa que lidera a folia.ORIGEM
A Folia de Reis chegou ao Brasil com os portugueses, na era colonial. Aqui, espalhou-se por todas as regiões brasileiras, tanto nos pequenos povoados, como nas grandes cidades.
Câmara Cascudo ("Dicionário do Folclore Brasileiro") diz que no século XVI "inicia-se a dramatização com canto e dança, recebendo contribuição dos cantos populares e a produção literária anônima em louvação ao Divino Natal”.
A maioria dos estudos atribui origem Européia às folias, talvez relacionadas às “Jornadas de Pastorinhas”, meninas-moças que no período litúrgico do Natal percorriam as casas pedindo esmolas com finalidade assistências, usando a música como pedido e agradecimento.
As “Companhias de Reis” eram inicialmente um revisão camponesa do que as pastorinhas faziam nas cidades, que mudou com o tempo acrescendo ritos que são mantidos até hoje. As letras alteraram-se, mas as melodias são as mesmas, fazendo parte do cancioneiro religioso do catolicismo ibérico.
CARACTERÍSTICAS
As folias de reis são compostas por um número variado de participantes ou foliões. Podem aparecer vestindo uniformes, mas de forma geral, vestem roupas comuns, portando ou não uma echarpe branca em volta do pescoço, símbolo da pureza do Menino Jesus, de Maria e dos próprios foliões.
Caminham de casa em casa cantando e portando instrumentos como caixa, viola, violão, cavaquinho, rebeca, bandolim e sanfona variando sempre de região para região. As violas e os violões são enfeitados com fitas coloridas que podem carregar um simbolismo: as amarelas, cor-de-rosa e azuis podem simbolizar a Virgem Maria, sendo também que a cor-de-rosa tem por significado os doze apóstolos de Cristo. A fita branca representa o Divino Espírito Santo.
Os cantos são de "chegada", onde o líder ou embaixador pede permissão ao dono da casa para entrar, "saudação" à lapinha e "despedida", onde a Folia agradece as doações, a acolhida e se despede. O canto é tirado em solo pelo folião-mestre. Os outros foliões respondem em coro, inserindo a "requinta", um agudo bem prolongado. Em algumas regiões as canções de Reis são por vezes ininteligíveis, dado a sensação de um "caos sonoro" bem típico.
As danças são parte das folias e feitas normalmente pelos bastiões, palhaços ou alferes e podem ser diversas, conforme a região, como a dança-da-jaca, balanceado, cateretê, do meio dia e outras.
À frente do grupo caminha o bandeireiro ou bandeireira, pessoa responsável por carregar o símbolo que representa a folia: a sua bandeira. A bandeira possui várias configurações diferentes apresentando aspectos da folia que representa.
Feita normalmente de tecido, é enfeitada com flores de plástico ou de papel e fitas coloridas, sempre costuradas e nunca amarradas com nó cego ou alfinetes para, segundo a crença, não “amarrar” a Companhia ou atrapalhar sua jornada. Em algumas folias, as bandeireiras fazem uma revisão criteriosa nos enfeites para retirar aqueles que “amarram” a bandeira.
No corpo da bandeira são retratados temas variados, sendo os mais correntes a imagem dos Reis Magos ou da Sagrada Família. A bandeira se enfeita mais quando populares prendem nela os ex-votos como fotos, fitas ou pequenos objetos. Estes ex-votos a acompanham por toda a sua jornada ou peregrinação da folia e, ao término desta, são retirados e jogados em água corrente ou levados até o Santuário de Aparecida, na Região do Vale do Paraíba, Estado de São Paulo. Por tradição, não se pode jogar esses ex-votos em água parada, queimá-los ou guardá-los na casa dos foliões. Os adereços são sinal de devoção ou de cumprimento de promessa.
Sobre sua origem, é corrente a história de que, em agradecimento à visita ao Menino Jesus, os Santos Reis receberam de presente da Virgem Maria, um manto. Quando se afastaram, já na viagem de retorno ao Oriente, abriram o manto e viram nele a cena da visitação bordada, com os Santos Reis, a Sagrada Família, os animais e os pastores. Então, fizeram do manto uma bandeira e formaram a primeira Companhia de Reis, anunciando ao mundo o nascimento de Jesus.RITUAL
As folias levam suas preces cantadas às casas dos foliões, porém sua função é precatória, ou seja, angariar fundos para a festa de 6 de janeiro, ou dia de Santo Reis.
Recebida a esmola, os foliões agradecem de formas variadas, podendo ser com danças e versos aos donos da casa. Geralmente, os donos da casa oferecem "pinga" da boa, café com biscoito ou até jantar.
A extensa seqüência ritual seguida pelos foliões consiste, basicamente, numa cantoria guiada pelo embaixador, na qual os foliões cantam diante do dono da casa pedindo licença para adentrar ou pousar. Entregam a bandeira com a imagem da Sagrada Família para os anfitriões que os recebe em sua casa. Cumprem promessas, cantam pedindo bênçãos aos moradores, pedem ofertas, agradecem os bens ofertados, pedem licença para se retirar da casa e, então, se preparam para a partida, podendo haver festa e bailes de encerramento e rito da entrega da doutrina.
PERSONAGENS
Respeitando as variações de cada lugar, podemos afirmar que, em linhas gerais, cada personagem envolvida no ritual da Folia de Reis exerce uma função.
Ao mestre ou embaixador, conhecido também por folião-guia, folião-mestre, capitão, gerente ou chefe, cabe a função de organizar e manter a coesão do grupo além de ser a voz que inicia as cantorias. É o posto mais alto da hierarquia dentro da Companhia e conhecedor dos fundamentos da folia, responsável pela transmissão dos saberes referentes à origem do grupo. Espera-se dele que conheça as tradições e toadas de Folias de Reis, pois há situações curiosas que exigem um conhecimento específico, como conta o senhor José Coppi, embaixador da Companhia de Sorocaba. Ele conta que houve situações em que a energia ambiental de uma casa era tão negativa que os instrumentos musicais da Folia se desafinavam sozinhos. Quando saiam daquele local os instrumentos voltavam à afinação. A Companhia conseguiu continuar graças aos conhecimentos do embaixador, que cantou uma toada especial para “quebrar” a sintonia daquele negativismo.
Os músicos, cantadores ou foliões são dividido por vozes, como quinta, contra-tala, tala, requinta. Especialistas em seus instrumentos procuram o aperfeiçoamento constante. Em coro, fazem as vozes da cantoria, compondo a toada característica da Companhia. Em outras regiões brasileiras é comum nas Folias a presença de pessoas caracterizadas de Reis Magos como personagens do grupo.
O bandeireiro ou bandeireira é a figura que, à frente da Companhia, conduz o símbolo que legitima o grupo, a bandeira. Sua função é cuidar da bandeira, contando com a proteção dos bastiões.
O festeiro, por sua vez, é a pessoa que se oferece e é escolhida para preparar a festa da chegada da bandeira.
O apontador de prendas anota todas as ofertas recebidas em um caderno.
Porém, o personagem mais curioso e mais intrigante é o “palhaço”, também conhecido como Bastião - corruptela de bastão que carregam e com eles, fazem malabarismos. Pai Juão, Catrina, Mocorongo, Malungo, Alferes, Mateus, Morengo, Pastorinhos são outros dos nomes que estes tão característicos foliões recebem pelo Brasil a fora. Vestidos com roupas coloridas usam máscaras feitas de vários materiais. (ver box: O bastião: guerreiro, palhaço e protetor).
O bastião: guerreiro, palhaço e protetor
Os Palhaços são os personagens mais curiosos das Folias de Reis. Sempre mascarados e vestidos com roupas coloridas, seguram em suas mãos a espada ou facão de madeira, com os quais defendem a bandeira. Se houver um encontro de bandeiras o Bastião deve defendê-la, cruzando sua espada com outros Bastiões sem dó! É o Bastião quem recolhe as ofertas, anuncia a chegada da bandeira nas casas, pergunta se o dono da casa aceita a visita, descobre as ofertas escondidas, “quebra os atrapalhos”, utilizando de gestos ou cerimoniais feitos por quem conhece a tradição.
O Cruzeiro de Flores é uma destas tradições muito antigas e que são utilizadas para testar o conhecimento dos Bastões: trata-se de uma cruz montada no chão com flores, em frente à porta de entrada da casa do visitado. Ao deparar com o Cruzeiro, o Bastião, e muitos acreditam que somente ele, deve recitar “profecias”, ou versos secretos.
O cruzeiro é formado por quatro braços. Para cada um deles o Bastião deve recitar uma “profecia” decorada e tradicional. Conforme encerra uma profecia, o Bastião desmancha um dos braços do cruzeiro com a ponta do seu facão, até desfazê-lo ao todo. Somente depois disso é que a Companhia pode adentrar no recinto e cantar as toadas. Ao contrário das toadas cantadas pelo embaixador, que são de improviso, as “palavras” ou “profecias” ditas pelo Bastião são decoradas.
Há muitas histórias que explicam o surgimento desses personagens. A mais comum é a que eram espias de Herodes que seguiram os Reis Magos para encontrar o Menino Jesus e matá-lo. Porém, ao encontrarem o Menino acabaram se convertendo. Com receio de serem mortos por Herodes, vestiam máscaras e viajavam com os Santos Reis. Iam à frente, fazendo graça e micagens para que Herodes não desconfiasse que eram seus próprios soldados.
Suas máscaras de papel ou couro imitam barbas e a postura de seus corpos invoca sentimentos inusitados, chamando nossa atenção. Na origem, as máscaras são para esconder seus rostos, para que Herodes não os reconhecessem como seus soldados, já que se converteram e tornaram-se protetores do Menino Jesus.
Trata-se de um personagem cômico, que pede as ofertas. É comum no meio rural, fazer o bastião “sofrer” antes de obter uma oferta. Às vezes o dono da casa se esconde e depois o surpreende, trava lutas corporais e agarramento sem nenhuma agressão física. Se o Bastião se sair bem, leva sua recompensa e recebe a oferta. Em outros locais solta-se um porco ensebado para que o Bastião o pegue. Esconder ofertas para que o Bastião procure e encontre é uma prática comum.
É de responsabilidade do Bastião, ainda, não permitir que lhe roubem a máscara ou a espada, afim de que a bandeira não fique “presa”. Para desprender a bandeira, o Bastião (ou o embaixador) deve dizer umas “palavras secretas”. Dizendo-as, a bandeira estará livre para prosseguir sua jornada.
Portanto além de curiosos, são intrigantes, sagrados e guerreiros, responsáveis pela proteção da bandeira e da folia.
FONTE: O Portal Cidades Paulistas
REISADO DE PEDRO BARROS
MIRACATU – VALE DO RIBEIRA – SÃO PAULO
HISTÓRICO
À partir da construção da “Estrada de Ferro” Linha Santos-Juquiá, em 1912, portanto, a quase 100 anos, muitos trabalhadores vieram trabalhar na região e, entre eles, os portugueses, que trouxeram a tradição da Folia de Reis a comunidade ribeirinha.
No Bairro de Pedro Barros (Município de Miracatu), essa cultura tomou forma e se enraizou definitivamente entre seus moradores, se difundindo entre os demais munícipes, tanto que, todo o final de ano, a partir do dia 26 de dezembro, trinta foliões percorrem e visitam inúmeras casas, igrejas e escolas do Município e cidades circunvizinhas como: Pedro de Toledo e Itariri.
Reisado de Pedro Barros – Miracatu – 1976
Nessas visitas, o grupo conta em forma de canto, a história do nascimento do menino Jesus, pedindo donativos para a festa que se realiza no dia 06 de janeiro (dia de Reis) e se encerra com um culto de Ação de Graças na igreja de “São Pedro”, em Pedro Barros, distrito de Miracatu, acompanhado de aperitivos, comidas e danças.
Igreja de “São Pedro” – Bairro de Pedro Barros – Miracatu
O Reisado de Pedro Barros-Miracatu, tem sido destaque no Estado de São Paulo, tendo participado nos últimos três anos do programa “Viola Minha Viola” da TV-Cultura-SP (dia de Reis) e sendo acompanhado duas vezes nas visitas as casas e igrejas, pela TV-Tribuna, afiliada da Rede Globo.
Participou também do Revelando Vale do Paraíba, representando as Folias do Vale do Ribeira, abrilhantando o encontro de Foliões daquela região. Tem se apresentado também em diversas manifestações de caráter festivo, folclórico ou religioso.
Programa “Viola Minha Viola” – 2008.
Revelando Vale do Paraíba – 2007.
O grupo mantém essa tradição com muitas dificuldades, e apesar de tudo, o amor e a dedicação a arte, são elementos primordiais para que uma cultura se mantenha sempre viva e pulsante.
Desfile de Aniversário do Município de Miracatu – 2006.
É com muita satisfação e alegria, que gostaríamos de ter a oportunidade de participar do Programa no Canal Rural, para continuarmos a mostrar a nossa cultura, preservando aquilo que acreditamos ser umas das mais antigas do povo de Miracatu e Vale do Ribeira.
Miracatu, 09 de outubro de 2009.
Fonte : Laerte de Camargo Araujo






